segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Kanxa fecha contrato com o São Raimundo.
O São Raimundo começa a auferir os lucros – e vai auferir muito mais – com a conquista do título brasileiro da Série D.
Assinou, há poucos dias, contrato com a Kanxa, empresa brasileira de material esportivo, e que veste equipes tais como o Barueri, de São paulo, e Caxias do Sul, do Rio Grande do Sul.
O contrato com o time santareno é de um ano.
Durante esse período, o Pantera Negra vai receber todo o material necessário para jogar nas competições previstas para 2010 – Parazão, Copa do Brasil e Série C.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Pantera segura seu artilheiro.
A permanência de Michell no Pantera santareno foi confirmada na última segunda-feira, após uma reunião com os mandatários Alberto Tolentino, Jardel Guimarães, Sandcley Monte e outros influentes dirigentes do time. Segundo Sandcley, que chegou a questionar a Michell se ele preferiria ficar em um projeto em curso e vencedor, como o do Pantera, a tentar a sorte no rival, o fator decisivo para a permanência do craque foi a proximidade de família. 'Ele prefeiru a estabilidade que lhe foi oferecida aqui em Santarém. O Michell é um cara muito tranquilo, muito família, 'Além do quê, ele gosta muito do São Raimundo', completou.
Outro que pode proclamar seu dia do 'Fico' é o veterano Luiz Carlos Trindade. O jogador, de 38 anos, está de férias e veio a Belém, mas manifestou o desejo de permanecer no clube em 2010, desde que o acordo favoreça ambas as partes. 'Será uma satisfação voltar ao São Raimundo. Tenho um grande carinho pelas pessoas de Santarém, que sempre me trataram muito bem', afirmou. (Amazônia Hoje).
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
São Raimundo e sua verdadeira odisséia na Série D
Desistência de jogadores, falta de apoio financeiro, distâncias quase continentais - no total, a delegação percorreu mais de 28 mil quilômetros. Foi diante desses obstáculos todos que o São Raimundo, clube da cidade paraense de Santarém, teve que passar por cima para se sagrar o primeiro campeão da Série D do Campeonato Brasileiro.
Santarém fica a mais de 600 km de Belém. Para chegar à capital, dois meios de transporte são os mais utilizados: a balsa, em uma viagem de três dias, e o avião, em um trajeto de cerca de uma hora.
- Moramos numa região muito isolada, isto não temos como mudar. Mas começamos a Série D com poucos apoios. Sabíamos desde o início a dificuldade que seria, até por se tratar de uma divisão recémcriada – disse o presidente do Pantera, Rosinaldo do Vale.
O primeiro jogo fora de casa do São Raimundo já sinalizava o que seria o restante da campanha. Para chegar até Palmas, onde o time venceu o Tocantins por 4 a 1, a delegação do São Raimundo enfrentou uma viagem de um dia - sendo 23 horas passadas dentro de um ônibus. Mesmo com a folha salarial sobre controle e pagamentos em dia, 11 jogadores desistiram do projeto.
- Eles não aguentaram as viagens em cima da hora, cansativas, e a falta de estrutura, então pediram para sair. Os que ficaram foram guerreiros - afirmou o diretor de futebol do clube, Sandeclei Monte.
Mais do que tudo, o São Raimundo mostrou que para ser campeão é preciso ser persistente e acreditar.
Chegar a Macapá quase foi motivo de desistência
O São Raimundo teve motivos de sobra para desistir da Série D no meio do caminho. Uma das situações mais críticas que a delegação precisou enfrentar foi na terceira fase, quando chegou a Macapá apenas duas horas e meia antes da partida contra a equipe do Cristal (AP).
- Tivemos vários tipos de dificuldades. Estivemos perto de desistir do campeonato. Lembro que tínhamos um jogo em Macapá no domingo e, sábado à tarde, não tínhamos as passagens. Quando todos já tinham desistido e já era noite de sábado nós conseguimos alugar duas aeronaves pequenas - disse o diretor de futebol, Sandeclei Monte.
Para quem pensa que a única dificuldade foi não ter o meio de transporte disponível com antecedência se engana. Além disso, a equipe precisou pousar em uma cidade próxima de Macapá - cerca de uma hora e meia de distância de avião -, que estava com o aeroporto fechado.
- Às sete horas da manhã de domingo, quando chegamos a Macapá, resolveram fechar o aeroporto e não nos deixaram pousar. Tivemos que ir para Monte Dourado, uma cidade perto, onde ficamos até o meio-dia, quando liberaram a pista de pouso em Macapá. Chegamos na capital por volta de 13h30. Só deu tempo de almoçar, tomar banho e ir jogar - lembrou Sandeclei, contando que o time ainda foi derrotado por 3 a 1.
Matéria retirada de: http://www.lancenet.com.br/futebol/noticias/09-11-04/647245.stm?futebol-sao-raimundo-e-sua-verdadeira-odisseia-na-serie-d
